Como funciona uma remoção aeromédica, do início ao fim
Uma remoção aeromédica começa muito antes da decolagem. Tudo se inicia com o contato da família ou do hospital de origem com a nossa central, relatando o quadro clínico do paciente. A partir daí, um médico regulador avalia as informações junto à equipe assistente para entender a real necessidade de suporte durante o voo.
Com o quadro clínico definido, a equipe de operações escolhe a aeronave e os equipamentos adequados — que podem incluir ventilação mecânica, monitorização contínua, bombas de infusão e, em casos neonatais, incubadora de transporte. Ao mesmo tempo, é montada a equipe médica que acompanhará a missão, sempre composta por profissionais com formação específica em transporte de pacientes críticos.
No momento do embarque, o paciente é transferido do leito hospitalar para a aeronave com o mesmo cuidado de uma transferência intra-hospitalar, mantendo todos os acessos, monitores e suporte já em uso. Durante o voo, a equipe médica monitora continuamente os sinais vitais e está preparada para intervir a qualquer momento — a cabine funciona, na prática, como uma UTI em movimento.
Ao chegar ao destino, o processo se repete de forma inversa: o paciente é transferido para uma ambulância terrestre e conduzido até o hospital de destino, onde nossa equipe realiza a passagem de caso diretamente com os médicos que assumirão o tratamento, entregando um relatório completo de toda a missão. Esse protocolo, conhecido como bed-to-bed (leito a leito), é o que garante que a estabilidade clínica do paciente seja preservada em cada etapa.